Imaar alerta sobre os riscos dos balões para o meio ambiente
O Instituto Municipal do Ambiente de Angra dos Reis (Imaar) alerta mais uma vez a população sobre os riscos que os balões representam para a fauna e flora da região. Tanto os balões ornamentais de ar quente quanto os de festa (incluindo os de látex) têm seus riscos. O objetivo é propor alternativas e levar informações aos moradores e visitantes, chamando a atenção para os problemas provocados, como focos de incêndio, poluição e perigos para a fauna silvestre.
Soltar balões pode parecer só uma brincadeira ou uma tradição cultural, mas representa um grave perigo para o meio ambiente, para a população e para o patrimônio público e privado. É importante lembrar que, no caso dos balões de ar quente, a prática não é apenas perigosa, mas também é crime ambiental. No Brasil, a proibição está prevista no artigo 42 da Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. A legislação estabelece pena de detenção de um a três anos, multa, ou ambas cumulativamente, para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios.
Além das consequências legais, os riscos ambientais são enormes e podem provocar danos irreversíveis à natureza. Na Costa Verde, esse perigo merece atenção especial, por esta ser uma das áreas de maior riqueza natural do estado do Rio de Janeiro, considerando a presença de extensas áreas de floresta preservada, ilhas e importantes unidades de conservação.
Angra dos Reis tem a maior área de Mata Atlântica do Sul Fluminense, com quase 65 mil hectares de cobertura nativa. A vegetação nativa, as restingas, os manguezais e a fauna silvestre formam ecossistemas essenciais para o equilíbrio ambiental. O município abriga unidades de conservação como o Parque da Cidade, a APA de Tamoios e o Parque Estadual da Ilha Grande.
Dentre os riscos e problemas decorrentes dos balões, o Imaar destaca:
– Risco de incêndio: ao atingir a vegetação, um balão pode dar início a incêndios de grandes proporções, especialmente em períodos de estiagem e baixa umidade. Além disso, o fogo pode atingir residências, pousadas, embarcações e outras estruturas, colocando vidas humanas em risco;
– Poluição das matas: o que sobe tem que descer. Os balões e seus resíduos caem em rios, nas matas e no mar;
– Ingestão por animais: pedaços de látex e fitas são frequentemente confundidos com alimentos por tartarugas, aves marinhas e peixes. Estudos indicam que balões representam alto risco para aves marinhas, podendo causar asfixia e obstrução intestinal;
– Tempo de decomposição: um balão de látex comum pode levar de seis meses a um ano para se decompor na natureza, mantendo o risco ativo para a vida selvagem;
No lugar de soltar balões, o instituto ressalta que existem alternativas sustentáveis para celebrações e eventos. É possível substituí-los por práticas que não agridem a natureza:
– Plantio de árvores ou flores
– Uso de serpentinas de papel biodegradável, fitas de cetim, bandeirinhas e cata-ventos de materiais reutilizáveis
– Soltura de bolhas de sabão
O Imaar está à disposição para combinar ações que ajudem o meio ambiente, e quem quiser pode procurar a Superintendência do Fundo Municipal de Meio Ambiente para mais informações, no telefone (24) 3368-8349 ou pelos e-mails [email protected] ou [email protected].
Não soltar balões é um ato de cidadania, respeito à vida e compromisso com as futuras gerações.
Fonte: Prefeitura de Angra dos Reis






