Polícias Civil e Militar deflagram operação contra organização criminosa envolvida em roubos e clonagem de veículos na Zona Oeste
Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) deflagram, nesta sexta-feira (06/11), a segunda fase da “Operação Sinal Oculto”, contra uma organização criminosa envolvida em roubos, adulteração e comercialização de veículos de origem ilícita. A ação acontece na comunidade Jardim Novo, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, e tem como objetivo cumprir oito mandados de prisão preventiva. Ao todo, 360 policiais participam da ofensiva, que conta ainda com o apoio de dois veículos blindados.
As investigações tiveram início após a identificação de perfis em redes sociais que anunciavam veículos de alto valor por preços muito abaixo dos praticados no mercado. O que inicialmente parecia ser um esquema de comercialização de automóveis clonados revelou uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas, suporte financeiro e possíveis conexões com o tráfico de armas de uso restrito.
De acordo com os agentes, o grupo atuava em diferentes etapas do esquema criminoso. Além de receber e revender veículos roubados, os investigados pesquisavam automóveis regulares e utilizavam seus dados identificadores para adulterar veículos de origem ilícita. Posteriormente, os carros eram anunciados nas redes sociais com aparência de legalidade, atraindo compradores.
As apurações também apontaram indícios de que integrantes da organização recebiam encomendas de modelos específicos de veículos, o que pode indicar uma ligação direta entre a demanda do mercado clandestino e a prática de roubos de automóveis na região.
A primeira fase da “Operação Sinal Oculto” foi realizada em 27 de agosto deste ano, quando policiais civis cumpriram 37 mandados de busca e apreensão e prenderam um homem apontado como um dos principais integrantes do esquema. Durante a ação na comunidade Jardim Novo, criminosos atacaram as equipes policiais a tiros. Um policial civil foi atingido no rosto por um disparo que transfixou sua face, provocando ferimentos graves.
O aprofundamento das investigações revelou que a atuação da organização criminosa pode ir além do esquema de clonagem e comercialização de veículos roubados. A análise de materiais eletrônicos e registros de comunicação permitiu identificar indícios de envolvimento de integrantes do grupo com o comércio clandestino de armas.
Ao todo, os investigadores analisaram 19.777 mensagens e 2.324 áudios, identificando referências a negociações de fuzis AK-47, armamentos de calibre .50 e pistolas de uso restrito. Também foram encontrados registros de investigados portando armamento pesado.
A ação conjunta das polícias Civil e Militar busca desarticular a estrutura criminosa, responsabilizar seus integrantes e aprofundar as investigações sobre as conexões entre roubos de veículos, adulteração de identificadores, comercialização clandestina pela internet e tráfico de armas. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos.
Fonte: Polícia Civil do Estado do Rio






