Paraty na mira de propagação da poliomielite
Outra cidade da região é Vassouras que informou sobre problema na alimentação do sistema de vacinas O Ministério da Saúde emitiu alerta para o risco da volta da poliomielite no Brasil. A doença, que está erradicada desde a década de 90, ameaça 312 cidades brasileiras. Entre elas, estão duas cidad...
Outra cidade da região é Vassouras que informou sobre problema na alimentação do sistema de vacinas
O Ministério da Saúde emitiu alerta para o risco da volta da poliomielite no Brasil. A doença, que está erradicada desde a década de 90, ameaça 312 cidades brasileiras. Entre elas, estão duas cidades da Região Sul Fluminense: Vassouras e Paraty. A Prefeitura de Vassouras, através da Secretaria de Saúde, informou que houve um problema na alimentação do sistema de vacina. “A cobertura vacinal é de 96% do público alvo”, disse o coordenador de Imunização, Luiz Guerra. O erro no envio de dados e a retirada da cidade do mapa de risco não foram confirmados até o fechamento desta edição pelo Ministério da Saúde. Até o fechamento da edição, a prefeitura de Paraty ainda não havia informado a respeito.
Paraty na mira de propagação da poliomielite
Outra cidade da região é Vassouras que informou sobre problema na alimentação do sistema de vacinas

O Ministério da Saúde emitiu alerta para o risco da volta da poliomielite no Brasil. A doença, que está erradicada desde a década de 90, ameaça 312 cidades brasileiras. Entre elas, estão duas cidades da Região Sul Fluminense: Vassouras e Paraty. A Prefeitura de Vassouras, através da Secretaria de Saúde, informou que houve um problema na alimentação do sistema de vacina. “A cobertura vacinal é de 96% do público alvo”, disse o coordenador de Imunização, Luiz Guerra. O erro no envio de dados e a retirada da cidade do mapa de risco não foram confirmados até o fechamento desta edição pelo Ministério da Saúde. Até o fechamento da edição, a prefeitura de Paraty ainda não havia informado a respeito.
Segundo o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal contra a pólio em 2017 nesses municípios atingiu menos de 50% das crianças, quando a meta é imunizar 95%. No estado do Rio de Janeiro, cinco municípios estão nesse mapa, sendo que duas cidades da região: Paraty (46,5%) e Vassouras (35.25%). As três demais são Japeri (27,64%), Guapimirim (33,51%) e Casimiro de Abreu (44,05%).
Em todo o país, os estados com a maior proporção de municípios em alerta são: Bahia (15.11%), Maranhão (14.29%), Piauí (13,84%) e Roraima (13,33%). Somente Rondônia, Espírito Santo e Distrito Federal não têm cidades com cobertura vacinal para poliomielite inferior a 50%.
O Ministério da Saúde tem orientado os gestores locais que organizem suas redes, inclusive com possibilidade de readequação de horários mais compatíveis com a rotina da população. Outra orientação tem sido o reforço das parcerias com as creches e escolas, ambientes quepotencializam a mobilização sobre a vacina por envolver também o núcleo familiar. Outro alerta constante da Pasta é para que estados e municípios mantenham os sistemas de informação devidamente atualizados.
Os pais têm a obrigação de atualizar as cadernetas dos seus filhos, em especial das crianças menores de cinco anos que devem ser vacinadas. “As vacinas ofertadas pelo SUS estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno”, enfatizou Carla Domingues. Uma oportunidade de atualizar caderneta será na próxima Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que acontecerá no período de 6 a 31 de agosto de 2018.
O que é?
A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa aguda, causada por um vírus que vive no intestino, denominado Poliovírus. Embora ocorra com maior frequência em crianças menores de quatro anos, também pode ocorrer em adultos.
A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas (forma subclínica) ou nenhum e estes são parecidos com os de outras doenças virais ou semelhantes às infecções respiratórias como gripe – febre e dor de garganta – ou infecções gastrintestinais como náusea, vômito, constipação (prisão de ventre), dor abdominal e, raramente, diarréia.
Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte. Em geral, a paralisia se manifesta nos membros inferiores de forma assimétrica, ou seja, ocorre apenas em um dos membros.
As principais características são a perda da força muscular e dos reflexos, com manutenção da sensibilidade no membro atingido.
Foto: Reprodução






