Volta Redonda libera funcionamento das academias de ginástica com normas de prevenção ao novo coronavírus

Distancia entre clientes Volta Redonda libera funcionamento das academias de ginástica com normas de prevenção ao novo coronavírus

Decreto Municipal N° 16.266 segue decisão estadual que inclui a região do Médio Paraíba em bandeira amarela de acordo com monitoramento de indicadores da Covid-19

 

A Prefeitura de Volta Redonda publicou nesta quarta-feira, dia 05, o Decreto Municipal N° 16.266 que permite a reabertura das academias, centros de ginástica e estabelecimentos similares no município. O documento segue decisão do governo do Estado do Rio de Janeiro, que, após análise do monitoramento dos indicadores relativos à Covid-19, incluiu a região do Médio Paraíba na bandeira amarela. A redução no número de mortes pela doença e a redução nas taxas de ocupação de leitos permitiu a flexibilização. O decreto também prevê medidas rígidas de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus.

 

O funcionamento está liberado a partir desta quinta-feira, dia 06, de 6h às 22h, com obediência às normas de saúde pública e regras sanitárias, por isso, fica proibido o uso de equipamentos de difícil higienização. Os estabelecimentos devem usar o agendamento prévio para garantir a frequência de apenas uma pessoa a cada quatro metros quadrados; os alunos devem lavar as mãos ao chegarem e o álcool 70% deve estar disponível em pontos estratégicos; a toalha deve ser individual; e os leitores biométricos e os bebedouros coletivos não devem ser utilizados.

 

As academias, ou similares, também são responsáveis por disponibilizar máscara para uso dos funcionários, inclusive dos profissionais de educação física; realizar limpeza e higienização intermitente das máquinas e dos ambientes após o uso; aferir a temperatura dos alunos ao chegarem, utilizando medidores de temperatura infravermelho, proibindo o acesso de pessoas com temperatura acima de 37.5 graus; além de manter desligado aparelhos de climatização, privilegiando a ventilação natural. O decreto também proíbe a frequência de pessoas pertencentes aos grupos de risco, maiores de 60 anos e menores de 10 anos, bem como pessoas com sintomas gripais.

 

O prefeito Samuca Silva comemorou a possibilidade da flexibilização para que as academias de ginástica voltassem a funcionar, pois, além da questão econômica, o setor está ligado à prevenção à saúde. “Tenho brigado por isso, chegamos a entrar na Justiça, mas, na época, o pedido foi negado. Não é justificável abrir algumas atividades econômicas e manter outras fechadas, desde que todas funcionem dentro das normas sanitárias. É claro que, em caso de agravamento do cenário, teremos que reavaliar a situação. Para que isso não aconteça é fundamental o comportamento consciente da população, o aumento da circulação de pessoas nas ruas não pode impedir a manutenção da capacidade de atendimento na rede de saúde”, afirmou. 

 

O proprietário de uma academia no bairro Morada da Colina, Marcos Vinícius Santana, ficou sabendo do decreto na noite desta quarta-feira, dia 05, e já voltou a funcionar. “Corri para me adaptar às normas. Já tinha o medidor e temperatura e instalei um lavatório para higienização das mãos bem na entrada da academia, além de seguir as outras orientações. Estamos fechados desde meados de março e é gratificante voltar a trabalhar”, contou.

 

Regiane Reis tem uma academia de ginástica no Santa Cruz e também comemorou a assinatura do decreto. “Tirei o restante da semana para me adequar às novas regras de funcionamento e entrar em contato com os alunos para que também fiquem informados. Na próxima segunda-feira, dia 10, volto a abrir as portas”, disse, ressaltando que os alunos serão os principais beneficiados, já que alguns têm a prática de exercícios físicos como recomendação médica. 

 

Vale lembrar que, assim como acontece em diversos setores do comércio em Volta Redonda, a fiscalização nas academias de ginástica e estabelecimentos similares será intensificada pela força-tarefa multissetorial implantada pela prefeitura. O não cumprimento das normas do decreto implicará na interdição do estabelecimento.

 

Secom/VR

 

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