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A Secretaria de Saúde, pelo setor de Saúde na Escola, fortifica a alimentação com micronutrientes em pó

 

O município de Volta Redonda pratica a estratégia de fortificação da alimentação infantil com micronutrientes em pó, NutriSUS, do Ministério da Saúde. O programa prevê a adição direta de nutrientes à alimentação oferecida às crianças entre os seis e 48 meses de idade (antes de completarem quatro anos) nas creches municipais.

 

O coordenador do setor de Saúde na Escola, da Secretaria Municipal de Saúde, o enfermeiro Giuliano Exposito, explica que o objetivo é favorecer o desenvolvimento infantil com apoio nutricional. “Historicamente, no Brasil, há registros de carência nutricional infantil com a presença de anemia por falta de ferro. E, além do ferro, o NutriSUS garante outros micronutrientes como as vitaminas A, B1 e B2”, disse.

 

Para o secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, assegurar o pleno desenvolvimento infantil é investir na saúde do adulto. “A falta de alimentos ou de nutrientes afeta o desenvolvimento da criança e as consequências percebidas na infância atingem a idade adulta. Comer bem é o melhor remédio para manter a saúde”, afirmou.

 

 

O prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, ressalta que cuidando da alimentação das nossas crianças estamos cuidando da saúde da população. “E se temos à disposição uma ferramenta do Ministério da Saúde para melhorar a alimentação infantil, temos que trabalhar para implantar o programa e beneficiar o maior número de crianças possível”, disse. 

 

A fortificação da alimentação nas creches só é realizada com autorização dos pais. O envelope com os micronutrientes, fornecido pelo Ministério da Saúde, é aberto na hora que a comida é servida – no almoço ou no jantar – e o pó é acrescentado somente para as crianças que têm autorização.

 

Para explicar a importância do NutriSUS no desenvolvimento da criança, o setor de Saúde na Escola faz reunião com os diretores das creches, que explicam o programa para os pais. Hoje, 27 creches das 35 de Volta Redonda aderiram ao NutriSUS e o número de crianças que recebem a fortificação alimentar chega a 2.760.

 

O programa prevê a ingestão de, no mínimo 36 doses, em dois ciclos anuais, pois o uso não deve ser contínuo. Volta Redonda optou por ofertar 50 doses por criança, contando com possíveis faltas à creche. As crianças recebem uma dose por dia, de segunda à sexta-feira.

 

 

E o mais importante é a aceitação das crianças na hora da ingestão dos micronutrientes. De acordo com uma das professoras do maternal III da Creche Municipal Nosso Espaço, no Volta Grande III, Diana Viana Silva da Silveira, a maioria de seus alunos, na faixa etária dos três anos, não tem dificuldade para comer a fortificação.

 

“Despejamos o envelope e eles mesmos misturam o pó na comida. Não há queixa sobre mudança no gosto ou gosto ruim”, disse, acrescentando que na turma dela, das 21 crianças 15 recebem o complemento em pó.

 

Sofia, de quase quatro anos, faz a fortificação alimentar desde o maternal I, quando entrou na creche, e já está chegando no limite da faixa etária que recebe os nutrientes. “A comida aqui é muito gostosa e o pozinho não tem gosto de nada”, disse, saboreando o segundo prato de almoço.

 

Theo, que acaba de completar os três anos, também recebe o complemento alimentar e como a amiga Sofia comeu duas vezes a refeição. “Gosto da comida e de comer sozinho”, falou.

 

Por Secom/VR, com fotos de Evandro

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